Antes de qualquer coisa, se você veio até aqui esperando um post bonitinho, fofinho, engraçadinho, cheio de “eu te amo”, favor voltar à noite, quando eu atualizar novamente, ok?
Eu tava até pensando em criar uma seção pro blog chamada “desabafos da Gah”, mas eu realmente nem sei se dá pra fazer isso. Quem manja do blog de verdade é o Tigelito e se ele souber, eu peço ajuda, se não souber, prometo que coloco um aviso antes de cada post (Ou “Poust” ou “poste”, tanto faz), okaaaaaaay?
Chega de delongas e vamos pro assunto em si.
Tudo começou quando eu descobri que nada nesse mundo (pelo menos hoje) me irrita mais do que Cheetos surpresa – High School Musical.
Vamos analisar bem, uh? É um pacotinho prateado que custa 80% mais caro que um cheetos normal e uns 300% mais caro que um salgadinho nacional que vem muito mais só porque vem com uma porcaria de chaveiro. Mas é só isopor, não vamos nos frustrar por causa disso, não é mesmo? Quem se importa se é um salgadinho que chega às nossas mãos por R$2,00 (o que, aliás, é o preço de um quilo de batata), quando a mão de obra que o fez não deve ter custado nem um sétimo disso? Ops! Foi mal. Eu quis dizer “a mão de obra de quem operou a máquina que faz o serviço de uns cem trabalhadores”, claro. Mas ta tudo lindo, povo! Pra que empregar pobre, não é mesmo? Pobre é uma raça ingrata, se começa a receber pouco faz greve, reclama com patrão... Enfim! É só dor de cabeça.
Na estampa do salgadinhos, temos a Gabrielle, o Troy, a Sharpay (ou como quer que se escreva qualquer um desses nomes), o irmão da Sharpay e mais dois secundários. O Troy e a Gabriela (Gabrielle, que seja!) são dois os dois mocinhos da história, de pele clara, cabelinhos arrumadinhos e bonitinhos. A Sharpay e o irmão são os antagonistas caucasianos (como diria o orkut XD) e loirinhos. E os outros dois? Bem... Eles são dois garotos negros que não têm muita relevância na história e estão ali só pra dizer que a terra do tio Sam é um lugar livre, onde todos são iguais. Óbvio que é! Quem algum dia já duvidou disso?
Eu ainda tenho pra mim que a Disney ficou com inveja do sucesso de Rebelde, mas seja ou não etnocentrismo americano por ver uma novelinha de quinta fazer a lavagem cerebral que cabe a eles fazer, o fato é que High School Musical foi feito pra virar febre. E a Disney (que saudades da minha infância de “O rei leão”, “Alladin” e “Hércules!”) não abriu mão de nenhum de seus recursos pra isso.
Depois de comprar aquela porcaria de cheetos eu quase que mando desligar a porcaria da minha tv à cabo pra impor que minhas duas irmãzinhas assistam somente “Castelo Rá Tim Bum”, “o mundo de Bieckman” e “Cocoricó”, como era antes. E me entendam: isso não é fascismo ou ditadura, é sobretudo consciência pela formação de valores das duas pivetinhas.


